Causas da Disfunção Erétil: Quais São?

Quais são as principais causas da disfunção erétil?

Segundo pesquisa feita pela USP sobre a ocorrência de disfunções sexuais em território nacional, mais de 40% dos homens apresentaram algum grau de disfunção erétil, que é a incapacidade do homem em ter ou manter uma ereção durante a atividade sexual, o pode que impedir, inclusive, a penetração vaginal. Até os anos de 90, esse quadro era denominado impotência sexual, e atualmente o problema é conhecido como disfunção erétil.

Os distúrbios ligados à ereção se dividem em três tipos de problemas. Primeiramente, existem os problemas psicológicos, como o desencadeamento da disfunção erétil provocada por transtornos psíquicos. Os problemas orgânicos, como em casos onde o indivíduo teve de operar a próstata, e em seguida sofrendo de impotência sexual. Por fim, existem os problemas mistos, que, conforme a experiência médica, abrangem a grande maioria dos casos. Trata-se daquelas pessoas que sofreram problemas psicológicos e orgânicos, que por sua vez geraram um terceiro transtorno.

Assim, uma equipe que pretenda tratar uma pessoa com disfunção erétil deve ser multidisciplinar, ou seja, profissionais de várias especialidades da medicina devem trabalhar em conjunto para que o indivíduo afetado possa ter uma plena recuperação. Portanto, essa equipe deve basicamente ser constituída por um psicólogo, urologista, cirurgião vascular, neurologista e um cirurgião.

Má alimentação e maus hábitos de saúde

São os maus hábitos alimentares e os costumes nocivos à saúde os campeões de causa da impotência sexual. Cultivando esses maus hábitos, o homem contribui para que o pênis venha a ter problemas no futuro.

Além disso, convém ressaltar que não são apenas homens idosos, com idade acima dos 50 ou 60 anos que podem apresentar disfunção erétil. Na verdade, jovens também podem ser acometidos pelo problema, principalmente nos dias atuais, nos quais a população tem uma má alimentação e faz uso exagerado de álcool, cigarro e outros tipos de drogas.

Diabetes

O primeiro fator de risco para a disfunção erétil é o diabetes. Sabe-se que uma pessoa diabética, cedo ou tarde tem grande probabilidade de desenvolver disfunção erétil. Isso ocorre porque o diabetes compromete os nervos que ligam o cérebro ao pênis e vice-versa, prejudicando também a circulação ao diminuir a entrada de sangue no pênis. O mecanismo interno de ereção peniana também é afetado, uma vez que os tecidos que compõem o sistema são lesionados. Esses tecidos são elásticos, característica perdida pelos diabéticos.

Hipertensão e dislipidemias

Outro fator causador da disfunção erétil é a hipertensão, assim como as dislipidemias, marcadas pela elevada concentração de colesterol e triglicérides na corrente sanguínea. Portanto, aqueles entes familiares que possuírem problemas vinculados ao diabetes, pressão alta, colesterol e triglicérides devem receber uma atenção especial, pois esses indivíduos podem vir a sofrer de impotência sexual.

Estresse

O estresse da vida moderna é mais um fator de risco que pode levar à impotência sexual, pois acaba afetando de forma direta o mecanismo da ereção. Pessoas que vivem sob intenso estresse, por exemplo, no trânsito, tem grandes chances de virem a ter disfunção erétil.

Excesso de peso

O excesso de peso, típico dos indivíduos que adoram comer churrasco e beber cerveja, comprovadamente pode levar à disfunção erétil. Logo, os homens devem ter cuidado especial com relação à alimentação.

Aterosclerose

Pessoas que sofram de aterosclerose também tem grande chance de desenvolver impotência sexual. Nesse contexto, o que existe, de fato, é a ocorrência de problemas arteriais causados pela gordura, obesidade, e falta de exercícios físicos. Desse modo, as artérias do organismo começam a se tornar rígidas, o que culmina na criação de placas de colesterol, que são chamadas de ateromas, impedindo a livre circulação sanguínea pelas artérias do pênis.

Acidentes que acabem lesionando vasos sanguíneos e/ou nervos

Alguns tipos de acidentes, como acidentes de trânsito, quedas de prédios ou escadas, podem produzir graves lesões que acabam afetando as artérias que irrigam o pênis e os nervos que comunicam o cérebro ao órgão sexual masculino. Isso também faz com que o indivíduo possa acabar apresentando problemas associados à sua capacidade sexual.

Consumo em excesso de álcool

Sabe-se que o álcool pode ser um estimulante quando ingerido em pequenas doses, porém, se consumido em excesso, a quantidade de álcool ingerida tende a alterar o mecanismo da ereção, muitas vezes, de forma irreversível. Cabe ressaltar que as drogas também diminuem a capacidade sexual da mulher. Porém, o efeito é mais nítido entre os homens devido à neuropatia alcoólica, que afeta diretamente os nervos, e também a problemas hormonais, já que o álcool afeta diretamente o fígado, que participa da síntese dos hormônios masculinos.

Consumo de drogas

Diversas drogas, como cocaína, maconha e ecstasy também acarretam a impotência sexual. Muitos jovens usam drogas “socialmente”. Porém, eles devem ser alertados de que, cedo ou tarde, poderão apresentar algum sinal de impotência sexual. Seja pela ingestão da nicotina e alcatrão encontrados no cigarro ou em decorrência do consumo de drogas mais pesadas, a disfunção erétil poderá surgir como efeito colateral.

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Problemas urológicos, neurológicos e hormonais

Existe uma grande quantidade de problemas urológicos, principalmente relacionados à próstata. Assim, homens que necessitem operar a próstata, irão apresentar problemas associados à impotência sexual em, pelo menos, 50% dos casos. Os problemas neurológicos também afetam a capacidade de ereção, assim como aqueles vinculados à coluna, medula, ou nervos. Por último, há os problemas hormonais, que não são tão frequentes nos homens, mas mesmo assim podem influenciar no desenvolvimento do quadro em questão.

Leia o artigo a seguir para saber mais sobre como deve ser feito o diagnóstico de impotência sexual.

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