Desejo Sexual: Tudo Sobre

Saiba mais sobre o desejo sexual

O desejo é um instinto animal despertado pelo cio nos animais sexuados, que na mulher (fêmea da espécie humana) é traduzido como estro, devido ao papel efetuado pelo hormônio estrogênio. Nos humanos, esse instinto animal é substituído por manifestações erógenas sofisticadas e requintadas. O desejo sexual cessa após a saciedade ou surgimento de emoções emergenciais.

O desejo é tão mais intenso quanto maior for a abstinência sexual. Trata-se de um efeito que pode ocorrer tanto no homem quanto na mulher e é devido à elevada concentração de testosterona, que por sua vez tem sua regulação feita pelo hipotálamo. Ambos os indivíduos dependem da testosterona para desencadear o desejo, sendo que no homem, a concentração do referido hormônio é muito superior à encontrada na mulher. Por essa razão, o desejo sexual masculino se manifesta mais facilmente e com maior intensidade quando comparado ao feminino.

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Fatores eretogênicos

A resposta sexual masculina pode ser separada em fatores eretogênicos e eretolíticos. Os primeiros são responsáveis pelo desencadeamento da ereção, esses fatores podem ser resgatados da memória do indivíduo, como a lembrança de uma determinada relação sexual anterior. Somente essa memória já pode ser o suficiente para desencadear a ereção peniana. O mesmo ocorre quando o indivíduo imagina uma atividade sexual com uma determinada mulher, o que também poderá culminar em uma ereção.

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Existem também os estímulos que são resgatados dos órgãos sensoriais, que proporcionam sensações erógenas visuais, auditivas, e até mesmo gustativas e táteis. Assim, quando o indivíduo se encontra com sua parceira e ela está produzida para tal momento, o estímulo visual pode provocar uma ereção, pois essa produção da mulher desperta o interesse sexual do homem. Além disso, as conversas, toques, e beijos dos dois também podem contribuir no mesmo sentido. Os neurotransmissores envolvidos nesses fenômenos que provocarão a ereção são: testosterona, dopamina, óxido nítrico, oxitocina e serotonina.

Fatores eretolíticos

Por outro lado, existem os fatores inibitórios da ereção, chamados de eretolíticos. Eles também têm origem na pré-história e teriam a função de interromper uma ereção e a atividade sexual no momento em que o sujeito precisasse se defender, lutar ou fugir. Esses fatores podem igualmente serem resgatados pela memória e imaginação do indivíduo. Logo, ele poderá se lembrar que em determinado momento, a atividade atividade sexual praticada poderá ser suspensa devido a qualquer atitude hostil dirigida a ele. O próprio gesto de imaginar esta circunstância pode comprometer a ereção. Assim, o indivíduo pode se tornar ansioso, ter medo, ou ficar deprimido durante o ato sexual, o que pode provocar a detumescência peniana, ou seja, a perda da ereção.

Se o indivíduo se encontra diante de uma ação na qual ele precise lutar ou fugir, não existe a menor possibilidade de manutenção da ereção. O neurotransmissor envolvido nesse processo de inibição da ereção é a adrenalina, que provoca a contração de todo o tecido cavernoso do pênis e, consequentemente, a detumescência peniana.

Diferença entre relação sexual e ato sexual

O desejo é a origem da verdadeira relação sexual. Nesse ponto é preciso estabelecer o conceito definidor do que seria a relação sexual. Quando se fala no assunto, as pessoas logo imaginam um casal que adentra um quarto, apaga a luz, fecha a porta, tira a roupa e vão para a cama com o intuito de provocar a penetração do pênis na vagina, o que culmina no orgasmo. Na verdade, a referida descrição remete ao coito, ou seja, ao ato sexual.

Já a relação sexual é algo que envolve relacionamento, compreendendo a existência de outras atitudes e comportamentos. Logo, ela consiste em algo muito maior. Reduzir a relação sexual ao coito seria empobrecê-la. O coito é uma parte muito importante da relação sexual, mas ele é incapaz de resumir todo o relacionamento presente. Para haver relação sexual é necessário que exista conversa, carícias, preliminares e uma série de outras atitudes. O desejo conduz a essas atitudes e a esses comportamentos, originando, portanto, a verdadeira relação sexual.

O desejo produz a excitação com informações que são obtidas dos órgãos e sentidos, como a visão, audição, olfato, tato, paladar, e até mesmo gustação, que também estão interligados à memória e à imaginação. Ademais, existem os supressores sexuais, que têm o objetivo de equilibrar o desejo e as necessidades, evitando riscos e mantendo a normalidade do relacionamento social.

Os animais não racionais são incapazes de controlar o desejo sexual. Ao serem instigados, eles simplesmente realizam o ato sexual, independentemente da presença de outros indivíduos ou do que esteja acontecendo ao redor. Assim, o animal não consegue reprimir o desejo sexual, uma capacidade inerente ao ser humano.

Hormônios envolvidos no desejo sexual

Estrogênio

Os hormônios também possuem participação na manifestação do desejo sexual masculino. Assim, o estrogênio é um hormônio que torna as mulheres mais atraentes aos homens. Essa substância realiza a distribuição da gordura corporal feminina, sendo responsável pela modelagem de seu corpo e tornando-a mais formosa para os homens.

Feromônios e ocitocina

Existem evidências recentes que confirmam a importância dos feromônios também sobre a espécie humana. Segundo essas pesquisas, esses hormônios também atuam na espécie humana, proporcionando atração entre os casais. A ocitocina é um hormônio que estimula a atividade associativa em ambos os componentes de um casal.

Testosterona

Enquanto isso, além de ser o hormônio masculinizante nos machos, a testosterona age como hormônio da libido em ambos os sexos, exercendo ação direta no hipotálamo, desencadeando o desejo sexual.

Vasopressina

A vasopressina é um hormônio relacionado às relações monogâmicas e parentais. Logo, trata-se de um hormônio gregário que junta as pessoas, incentivando-as à formação de famílias.

O que ocorre em nosso corpo durante o processo de sedução

Uma das etapas da resposta da sexualidade masculina é a excitação, que é estimulada pelo desejo a partir do enquadramento do alvo sexual do homem. Ao enquadrar seu alvo sexual com o desejo desencadeado pela testosterona, o homem se excita. Assim, o indivíduo passa a apresentar mostras externas de estar pronto ou em preparação para o coito. Quando alvo sexual percebe esses detalhes, e se este também estiver pronto, o sistema nervoso central de ambos gera atitudes que favorecerão o ato sexual.

Caso a parceira ainda não esteja pronta, o hipotálamo estimula o córtex cerebral a elaborar um conjunto de atitudes de sedução o qual produz resultados no comportamento do homem, tentando assim quebrar a resistência feminina a fim de que o ato sexual aconteça. Todo o processo constitui um relacionamento sexual estimulado pelo desejo.

O orgasmo

O orgasmo é a terceira fase da resposta sexual masculina e consiste em uma interpretação cortical consequente de uma estimulação genital, tanto masculina quanto feminina. Neste estado, é comum que ocorra ejaculação do esperma. Entretanto, o orgasmo pode ocorrer sem ejaculação. Existem algumas tribos religiosas, como a formada pelos chamados monges tantra do extremo oriente, que afirmam conseguirem obter orgasmos quantas vezes eles forem desejados sem nenhuma ejaculação. Logo, todos os homens podem conseguir o mesmo feito. Trata-se apenas de uma questão de treinamento. A ocorrência de orgasmos sem a necessidade de ejacular permite ao homem a manutenção da ereção, proporcionando a ele numerosos orgasmos sequenciais.

No momento do orgasmo, a pressão arterial se eleva. Logo, o homem passa por uma taquicardia, hiperventila, e respira mais aceleradamente. Acontecem contrações rítmicas e até mesmo involuntárias nos músculos perineais. Em seguida, há uma sensação de saciedade proporcionada pela descarga da serotonina na região cerebral do hipotálamo. Além disso, há um aumento da concentração de serotonina no hipotálamo lateral, o que propicia uma sensação de relaxamento psíquico, impedindo a ereção imediata e novo orgasmo até que toda a serotonina seja reabsorvida e seus níveis sejam reduzidos no hipotálamo.

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