Disfunção Erétil: Principais Fatores de Risco

Fatores de risco da disfunção erétil

Envelhecimento

A idade, ou seja, o envelhecimento é o principal fator de risco da disfunção erétil. Porém, o problema não ocorre apenas em decorrência do acúmulo dos anos. Na verdade, o envelhecimento costuma ser acompanhado pelo declínio progressivo das funções fisiológicas, além da frequência aumentada de doenças crônicas, e maior prevalência de causas psicológicas (muito comuns em homens com idade avançada). Além disso, a participação da parceira, igualmente idosa e já na menopausa, por exemplo, tende a diminuir devido à falta de desejo da mulher pela atividade sexual. Todos esses aspectos podem influenciar no surgimento da disfunção erétil no paciente.

Além do acúmulo dos anos e das causas correlacionadas a eles, o envelhecimento é caracterizado pelo desenvolvimento de doenças crônicas. Assim, doenças cardíacas, hipertensão arterial, aterosclerose e diabetes, são doenças que podem estar diretamente relacionadas à disfunção erétil.

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Outro fator de risco da disfunção erétil é a obesidade, assim como os sintomas ligados ao trato urinário inferior, que estão ligados ao aumento da próstata.  Indivíduos que tenham esses indícios estão 150% mais propensos a serem acometidos pela disfunção erétil.

Diabetes

O etilismo exagerado também está vinculado à disfunção erétil. O mesmo se aplica ao tabagismo. Mas, dentre os principais fatores de risco associados ao problema o diabetes surge como o mais importante. Os diabéticos possuem 410% mais chances de desenvolver a disfunção erétil do que um indivíduo não diabético. Por essa razão, é extremamente importante prevenir o diabetes, tratando-o a partir do momento em que ele se manifestar.

Especificamente sobre o diabetes melittus, existem fatores que contribuem para que a doença seja determinante no surgimento e manutenção da disfunção erétil. O primeiro fator é a idade avançada, quando o tecido envelhecido é agredido pelo diabetes. O segundo é o diabetes de longa duração, identificado quando o sujeito sofre a longo prazo de aumento da glicose. Em excesso, a glicose pode se transformar em um grande problema. Se a glicemia elevada estiver mal controlada, isso poderá repercutir em dificuldades associadas à disfunção erétil. Portanto, a glicemia mal controlada é o terceiro fator.

O diabetes também pode provocar outras complicações que venham a favorecer o surgimento da disfunção erétil, como a arteriopatia periférica diabética, que impede o bom fluxo de sangue até membros periféricos do corpo. Outra patologia é a polineuropatia diabética. Essas duas doenças são as principais causas de disfunção erétil no homem diabético.

O indivíduo jovem geralmente tem bastante dificuldade em controlar o diabetes, tornando a doença o principal fator de risco para disfunção erétil entre esse grupo.

Doenças vasculares

O pênis precisa relaxar para que assim o sangue possa penetrar no interior dos corpos cavernosos. Para isso, o sistema circulatório precisa estar em pleno funcionamento. Logo, homens com doenças vasculares periféricas possuem um risco 260% maior de ter disfunção erétil se comparados àqueles que não apresentem a referida patologia.

Problemas cardíacos

Enquanto isso, os homens que detêm problemas cardíacos, hipercolesterolemia (aumento do colesterol), e hipertensão arterial apresentam, respectivamente, 180%, 170% e 160% mais chances de desenvolverem disfunção erétil.

Hipertensão arterial

hipertensao-arterial-e-disfuncao-eretilA hipertensão arterial é um fator sério, predisponente e desencadeante da disfunção erétil. Em um estudo, realizado com 104 pacientes hipertensos com faixa etária entre 34 a 75 anos (idade sexualmente ativa), foi verificado que quase 7 em cada 10 indivíduos tinha disfunção erétil. E quase metade daqueles que apresentaram o problema relataram que possuíam uma disfunção erétil grave. Portanto, o distúrbio tende a ser mais grave em hipertensos. Essa alta prevalência de disfunção erétil em homens hipertensos tem ligação com o dano que a hipertensão arterial causa no endotélio vascular, que é fundamental para que a ereção se manifeste.

Visando tratar a hipertensão, o médico cardiologista pode prescrever diuréticos e beta-bloqueadores para o paciente. Contudo, esses remédios, principalmente os diuréticos tiazídicos e os beta-bloqueadores de primeira e segunda gerações, estão associados a uma maior incidência de disfunção erétil. O risco pode ser ainda maior para os diuréticos tiazídicos. Já os alfa-bloqueadores estão associados a um menor risco de incidência da disfunção erétil.

Estima-se que os melhores medicamentos para tratar a hipertensão arterial sem favorecer o surgimento da disfunção erétil sejam os inibidores da enzima conversora de angiotensina. Logo, caso algum paciente se queixe de disfunção erétil, e a receita médica apresente diuréticos tiazídicos e/ou beta-bloqueadores, uma opção é solicitar ao cardiologista que substitua esses medicamentos.

Tabagismo

O tabagismo também é uma das causas da disfunção erétil, apresentando um risco em dobro para os fumantes. Essa disfunção erétil pode ser moderada ou grave. O risco desta inadequação sexual aumenta em homens que sejam hipertensos e adeptos do tabagismo. Em princípio, acredita-se que os agentes metabólicos do cigarro na circulação sanguínea podem danificar o endotélio vascular, que por sua vez é primordial para a preservação da integridade da função erétil.

Distúrbio androgênico do envelhecimento

O distúrbio androgênico do envelhecimento masculino é outra causa da disfunção erétil. Neste caso, o indivíduo sofre uma diminuição da eficiência da testosterona, apresentando também perda de memória e maior dificuldade para se concentrar. Além disso, o distúrbio provoca apatia e depressão, e o paciente se torna cansado, irritável e insone, na maior parte do tempo.

Ademais, o indivíduo perde o interesse sexual pois deixa de possuir o efeito psicotrópico proporcionado pela testosterona e que desencadeia o desejo sexual. A dificuldade erétil também se deve à falta do efeito direto da testosterona sobre o pênis. O paciente também sofre uma mudança com relação à proporção da gordura corporal, o que diminui sua autoestima. O peso aumenta, enquanto que a força e a massa musculares são reduzidas. Além disso, o homem apresenta queda de pelos e uma tendência à osteoporose e à anemia.

Todas essas complicações são ocasionadas pelo distúrbio androgênico do envelhecimento masculino, ou seja, pela deficiência da testosterona. Porém, a perda do interesse sexual e a dificuldade erétil são geralmente as consequências que mais chamam a atenção no homem.

O homem costuma ter mais problemas com a diminuição da testosterona devido ao envelhecimento, principalmente a partir de sua 5ª década de vida. A partir daí, todas as décadas seguintes tendem a apresentar um quadro de redução da produção de testosterona. Assim, a disfunção erétil é o principal sintoma da diminuição da baixa de testosterona entre os homens. No entanto, existem outros sinais, como debilidade física, perda de memória e osteoporose.

Trauma raqui-medular

Outro fator de risco da disfunção erétil é o trauma raqui-medular, nele há uma interrupção da passagem do estímulo elétrico dos centros superiores até o pênis. A cirurgia pélvica, como a cirurgia radical de próstata, pode levar à disfunção erétil devido a uma lesão sobre o nervo erigente, o qual passa bem próximo à próstata. Assim, às vezes é necessário lesar esse nervo para que a próstata possa ser removida.

A radioterapia pélvica também pode causar disfunção erétil porque também irradia sob o nervo erigente. A doença de Peyronie é caracterizada pelo surgimento de uma placa cicatricial (fibrótica) no pênis, que pode, inclusive, circundar todo o corpo cavernoso, dificultando o fluxo sanguíneo da região proximal para a distal do corpo cavernoso, e assim, provocando a disfunção erétil apenas até a metade do pênis.

Priapismo

O priapismo é quando a ereção ocorre de forma dolorosa, como aquela mantida por sujeitos falcêmicos, caracterizada pela obstrução da drenagem venosa do pênis, o que destrói o corpo cavernoso.

Acidente vascular cerebral (AVC)

Homem que tenham sofrido um acidente vascular cerebral poderão ter problemas em ter uma ereção por conta da própria dificuldade em manter relacionamento com a parceira, deslocar-se, realizar movimentos, e ter uma atividade sexual normal.

Mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer também pode levar à disfunção erétil, devido a todo o processo de deterioração da capacidade cognitiva do homem.

Esclerose múltipla e insuficiência renal e hepática

A esclerose múltipla e as insuficiências renal e hepática são doenças crônicas que resultam na degeneração geral de todo o indivíduo.

Depressão

A depressão pode causar disfunção erétil, uma vez que durante a permanência do quadro depressivo, o sujeito tende a não manifestar ânimo para ter uma ereção. Além disso, existem conflitos familiares que podem ser muito graves, e o pensamento contínuo sobre o problema pode prejudicar a capacidade de ereção.

Estresse

O desemprego é outra causa do referente distúrbio sexual. Durante crises econômicas, é grande o número de homens que perdem seus empregos e se queixam de disfunção erétil. A origem do problema reside em todo o estresse provocado pelo fato deles estarem desempregados e passando por dificuldades econômicas, por exemplo.

Ciclismo em excesso

Existem trabalhos científicos que demonstram que a prática de ciclismo, se efetuada durante um período muito longo, pode acarretar disfunção erétil. Com até 3 horas de prática, o ciclismo pode proporcionar um efeito protetor para o organismo, porém, acima disso, ele pode ser um fator de risco para a disfunção erétil.

Medicamentos

Com relação aos medicamentos, as drogas que exercem ação sobre o sistema nervoso central, diuréticos, anti-hipertensivos e antiandrogênios podem causar disfunção erétil. Ocasionalmente, o paciente pode possuir câncer de próstata com metástase em andamento, e assim, ser necessário fazer um bloqueio androgênico visando controlar o câncer. Assim, os antiandrogênios agem provocando a redução dos efeitos da testosterona. Consequentemente, o indivíduo perderá o desejo sexual e deixará de obter boas ereções durante o período de tratamento. Se a administração da droga for realizada de modo intermitente, ou seja, com a administração intercalada por alguns meses, é possível devolver ao homem a capacidade de ter uma atividade sexual no decorrer do intervalo em que ele não esteja consumindo a medicação antiandrogênica.

Drogas euforizantes

O uso de drogas euforizantes, como a cocaína, possuem efeito semelhante ao da adrenalina. Logo, provocam alterações sobre a musculatura lisa dos corpos cavernosos, podendo diminuir a qualidade da ereção. O uso continuado de maconha acarreta a produção de prolactina, que reduz o desejo sexual, proporcionando um efeito negativo sobre o hipotálamo e diminuindo todo o eixo hipotálamo hipófise testicular. Consequentemente, isto reduzirá a produção de testosterona. Portanto, o consumo dessas drogas deve ser evitado.

Leia o texto a seguir conhecer as principais causas da disfunção erétil.

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