Impotência Sexual Psicológica: Histórico e Tratamento

Disfunção erétil psicológica

Histórico

Em 1900, Freud avaliou a problemática das mulheres com relação à sexualidade e à histeria. Dada a repressão sexual da época, durante o ato sexual, a mulher poderia não obter nenhum prazer sexual. Assim, ao reprimir o afeto e a sexualidade, ela desenvolvia diversos sintomas psicossomáticos orgânicos que favoreciam a histeria.

O ressurgimento do problema

Ao que parece, dois séculos depois o problema ressurgiu entre os homens, e muitos deles se tornaram indivíduos histéricos, desenvolvendo vários sintomas sexuais diante do próprio medo e, talvez sociologicamente ligados à emancipação da mulher, à exigência feminina ou ao aumento da presença da mulher. O fato é que esta se trata de uma doença histérica de natureza psicossomática e que deve ser tratada.

Não há uma sequência lógica padrão de eventos que culminem no problema. Em alguns casos, o homem pode desenvolver a disfunção erétil em virtude de cobrança excessiva de sua parceira. Outros relatos de jovens confirmam que durante o sexo, eles estavam com pressa devido ao receio dos pais chegarem no momento da transa e os flagrarem.

Contudo, nenhum desses elementos se constitui na causa da impotência sexual, mas sim em todo o emaranhado psicológico do indivíduo, marcado pelo complexo de inferioridade, timidez e uma série de bloqueios psicológicos que eventualmente possam conduzir a esse quadro.

Considerações finais

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A disfunção erétil psicológica é um problema muito sério. Se as autoridades públicas não investirem em pesquisas relacionadas ao problema, a tendência é que aumentem o número de suicídios entre jovens. Portanto, o problema deve ser tratado com a máxima gravidade, principalmente em uma sociedade competitiva como a atual.

Uma vez que os fatores orgânicos tenham sido descartados, o que pode ser confirmado por um urologista ou clínico geral, a problemática passa a ter uma natureza puramente psicológica. Nestes casos, a sexualidade se transforma em um problema inerente à competição. Essa circunstância se assemelha à execução de um teste laboratorial no qual o indivíduo deveria provar ser capaz de proporcionar prazer à parceira ou de recebê-lo. Logo, surge uma complicação, pois o sexo não pode ser encarado como se fosse uma prova a ser disputada.

Cabe observar que nem sempre homens que sofram de disfunção erétil são pessoas mais velhas e com idade superior aos 40 anos, alguns adolescentes e jovens, com idades entre 15 e 30 anos, também sofrem com o problema. Trata-se de uma geração dominada pelo ambiente de competição no qual vivem, alimentando valores ligados à competição e à necessidade de superação perante a sociedade.

Tratamento da impotência sexual psicológica

O tratamento em si é a psicoterapia. Obviamente, todo paciente deve fazer o tratamento sob a supervisão de um terapeuta, passando a adquirir confiança gradativamente. Ademais, se o indivíduo estiver sofrendo com a impotência, durante o ato sexual ele não deverá tentar logo de cara a penetração, e sim focar nas preliminares, até que se sinta confiança para a penetração.

Leia o texto a seguir para conhecer os principais fatores de risco da disfunção erétil.

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