Disfunção Erétil: Tratamentos – Impotência tem Cura?

Disfunção erétil tem cura?

Apesar das descobertas acerca de tratamento para disfunção erétil e dos também dos medicamentos desenvolvidos, nos Estados Unidos, apenas 10% dos pacientes afetados procuram por tratamento. Desse total, apenas a metade recebe tratamento adequado. Portanto, a impotência sexual deve ser melhor investigada em uma grande quantidade de homens, para que assim, possa ser bem tratada.

Se todos os médicos passassem a questionar a vida social e sexual dos pacientes, eles verificariam que essa atitude poderia melhorar muito o relacionamento entre médico e paciente. Ademais, a boa avaliação da disfunção erétil pode ajudar a detectar comorbidades subjacentes, como diabetes, coronariopatia, hipertensão arterial, ou ainda outros problemas.

Desse modo, a avaliação da disfunção erétil pode servir como porta de entrada para a análise de toda a integridade e homeostase do paciente. Além disso, o tratamento da disfunção erétil pode ser efetuado por qualquer médico, não sendo exclusividade do urologista. No caso dos pacientes diagnosticados com disfunção erétil e que estão deprimidos, o tratamento da disfunção erétil pode melhorar o resultado do tratamento clínico da depressão.

Assim, cabe a todos os médicos perguntar sobre a função erétil aos pacientes, não deixando esse dever a cargo exclusivo dos urologistas ou andrologistas. Todo paciente é um ser sexuado e sua sexualidade precisa ser averiguada, e caso esta esteja comprometida, ela deve ser tratada para que o paciente possa usufruir de toda a plenitude da vida sexual.

Como tratar a disfunção erétil

Dispositivo de vácuo

Existem vários tratamentos existentes para a disfunção erétil. Um dos mais antigos e ainda utilizados para alguns casos especiais é o dispositivo de vácuo. Trata-se de uma campânula na qual o pênis é introduzido. Ao retirar-se o ar do interior do objeto, faz-se um gradiente de pressão negativo. Dessa forma, o pênis sofre um aumento do fluxo, o que aumenta sua tumescência. Assim, o pênis poderá ficar ereto até mesmo dentro da campânula. O sangue é represado naquela região pois se solta um garrote na base do pênis, que se mantém ereto da base até a glande. Porém, o pênis fica pendurado, podendo receber auxílio com a mão do paciente a fim de que haja a penetração na vagina de sua parceira sexual.

Os resultados são razoáveis e alguns indivíduos ainda se beneficiam desse tipo de tratamento. A importação do dispositivo dos Estados Unidos apresenta um custo elevado. Contudo, ele pode ser encontrado facilmente em sex shops.

O dispositivo a vácuo é extremamente interessante para pacientes neuropatas que não queiram fazer uso de injeção de drogas vasoativas, também não queiram receber prótese peniana, e não tenham tido sucesso com os medicamentos orais. Assim, o referido dispositivo pode ser suficiente para que o indivíduo consiga manter a atividade sexual com sua esposa.

Injeção intracavernosa de droga vasoativa

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Outra opção é a aplicação de uma injeção peniana: a autoinjeção intracavernosa. Neste caso, o indivíduo é orientado pelo médico a como autoinjetar uma substância que produzirá uma ereção artificial. O procedimento deve ser feito antes do ato sexual. Muitos homem estão utilizando essas injeções com sucesso. Porém, muitos deles não se adaptaram a ela. Afinal, é preciso considerar que aplicar uma injeção no pênis antes de namorar pode não ser algo muito agradável.

Ela é indicada para pacientes que apresentem integridade vascular. O procedimento ocorre por meio da injeção de cloridrato de papaverina, prostaglandina, ou cloridrato de papaverina com fentolamina, ou ainda com a associação entre fentolamina e prostaglandina. São várias as misturas possíveis que podem ser manipuladas e introduzidas nos corpos cavernosos com o intuito de provocar a ereção. Nestes casos, toda vez que o paciente realizar atividade sexual, ele deverá aplicar a injeção intracavernosa no intuito de obter a ereção.

Os paraplégicos, embora não possuam integridade neurológica, detêm integridade vascular, assim, também podem se beneficiar da injeção intracavernosa.  Porém, como não possuem sensibilidade, são incapazes de perceber qualquer acidente ou repercussão ruim decorrente da aplicação de substâncias vasoativas no pênis. Assim, se ocasionalmente desenvolver, por exemplo, uma infecção ou reação inflamatória, a ocorrência passará despercebida devido à ausência de sensibilidade do paciente. Vale frisar que essas consequências nocivas podem ocasionar danos bastante extensos ao pênis.

Pelo mesmo motivo, também é necessário precaução quanto ao nível sociocultural do paciente, pois ele pode não compreender que não é mais o momento de continuar usando a droga injetável e que deva procurar por um médico, uma vez que o pênis pode apresentar uma reação inflamatória causada pela contaminação dos corpos cavernosos (chamada de cavernosite), originada, por sua vez, pela aplicação da injeção intracavernosa de drogas vasoativas.

Remédios para impotência sexual

A medicação ideal para tratar a disfunção erétil seria é aquela que possui uma formulação oral conveniente para que o paciente possa ingeri-la através de comprimido. Esse remédio deve ser simultaneamente eficaz e confiável, facilitando ou provocando a ereção em todas as tentativas efetuadas pelo indivíduo. A medicação deve ser bem tolerada, com uma produção mínima de efeitos colaterais, e sua ação deve ser rápida e ao mesmo tempo prolongada, possibilitando a conquista de várias ereções. Por fim, o medicamento deve ser adequado a uma vasta gama de pacientes.

Citrato de sildenafil (Viagra): como ele age no organismo

viagra

Em 1998, o lançamento do citrato de sildenafil, conhecido popularmente por Viagra mudou a história do tratamento da disfunção erétil. O distúrbio sexual em análise passou a ter um tratamento de primeira linha e apropriado a um conjunto bastante extenso de pacientes.

Existe uma reação fisiofarmacológica marcada pela presença de óxido nítrico, que estimula a produção da guanilato ciclase e da guanosina monofosfato cíclico a partir da guanosina trifosfato (GTP). Posteriormente, a guanosina monofosfato cíclica (GMP) é degradada pela fosfodiesterase 5.

O citrato de sildenafil bloqueia o efeito da fosfodiesterase 5, provocando uma sobra de guanosina monofosfato cíclica. A GMP restante aumenta a intensidade da ereção, prolongando-a. A maior concentração de GMP gerará a indisponibilização do cálcio intracelular no músculo liso do corpo cavernoso, fazendo com que ele relaxe mais e por um período maior. Esse é o efeito do citrato de sildenafil.

Analisando o radical da GMP, é possível visualizar a repetição de uma determinada parte na fórmula do sildenafil, o mesmo vale para o vardenafil e o tadalafil, que são outras duas substâncias que surgiram já no século XXI, sendo lançadas em torno de 2003. Recentemente, mais uma fórmula foi lançada no Brasil: o lodenafil (lodenafila). Existem outras que estão passando por pesquisa e que poderão surgir nos próximos anos.

Portanto, no momento existem vários inibidores da fosfodiesterase 5 disponíveis. A diferença entre os medicamentos é pequena, principalmente com relação à sua meia-vida, ou seja, o tempo de efeito proporcionado por eles, que se aplica a determinadas situações.

Existem outras subindicações para aplicação de um ou outro inibidor de fosfodiesterase 5. Contudo, fundamentalmente todos eles possuem o mesmo efeito: facilitar, intensificar, e prolongar as ereções. Convém ressaltar que todos eles só agem se o indivíduo tiver estímulo sexual (erótico), ou seja, a participação de sua parceira é primordial.

Cabe também frisar que o efeito benéfico propiciado por esses inibidores já se estendeu a mais de 80% da população de homens que apresentem algum grau de disfunção erétil.

O sildenafil tem um período de ação mais curto. Assim, ele é mais adequado, por exemplo, ao paciente que possua atividade sexual regular e por apenas algumas horas e em dias determinados da semana. Logo, o indivíduo não precisará daquele efeito além do período no qual estiver efetivamente consumando o ato sexual. O sildenafil age por cerca de 4 a 6 horas, sendo efetivo somente durante esse intervalo.

Vardenafil

O vardenafil é um medicamento de duração ligeiramente superior a do sildenafil. Talvez ele seja mais indicado para aquele indivíduo que desempenhe uma atividade sexual um pouco mais prolongada com sua parceira. Portanto, se o indivíduo precisa de um pouco mais de tempo, o vardenafil pode ser o medicamento mais recomendado.

Tadalafil

O tadalafil tem um período de ação de até 36 horas, ou seja, relativamente longo. Esse medicamento é mais apropriado ao sujeito que irá passar o fim de semana inteiro com a parceira. Assim, para pacientes que precisem ter disponibilidade de ereção a qualquer momento dentro de um fim de semana completo, o tadalafil se aplica melhor.

XtraSize

XtraSize é um suplemento natural a base de compostos extraídos do cubiu, cacau, guaraná e açaí. O referido produto mostrou-se eficiente durante testes realizados com uma ampla amostragem de homens, aumentando consideravelmente a rigidez peniana e agindo também no aumento da libido desses indivíduos.

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Efeitos colaterais

Com exceção do XtraSize, todos os outros medicamentos citados possuem alguns efeitos colaterais, que por sua vez geralmente são brandos, transitórios e de curta duração. Novamente com exceção do XtraSize, todos os remédios citados podem causar rubor facial, dispepsia ou algum grau de cefaleia. Todavia, todas essas reações são efêmeras e se dissipam após o término do efeito do medicamento.

Contraindicações

Além disso, cabe lembrar que existe uma contraindicação formal para a utilização de qualquer um dos inibidores de fosfodiesterase 5 citados. Esses medicamentos não podem ser consumidos concomitantemente com nitratos, remédios voltados ao tratamento da angina coronariana. Dessa forma, para usar um inibidor de fosfodiesterase 5 é preciso suspender a utilização do nitrato, substituindo por outro vasodilatador coronariano, como a nifedipina.

Assim, se o paciente já estiver tomando esses medicamentos, e se tiver de comparecer à alguma emergência cardiológica, ele deverá alertar os cardiologistas sobre o consumo de um inibidor de fosfodiesterase 5, razão pela qual ele não poderá ser medicado com qualquer remédio que contenha nitrato.

Próteses penianas

protese-penianaAs próteses penianas são usadas há mais de 30 anos. Trata-se de um tratamento cirúrgico feito obrigatoriamente por um urologista ou cirurgião. O método devolve ao paciente a capacidade erétil, e embora seja uma opção definitiva, os casais costumam ficar satisfeitos com os resultados obtidos.

As próteses existentes no mercado podem ser nacionais ou importadas. A qualidade de ambas é equivalente. As próteses podem ser infláveis ou semirrígidas, as primeiras, funcionam como uma bombinha que enche e esvazia a prótese, e quando desinsufladas, fornecem um aspecto mais natural ao pênis flácido, imitando o fluxo sanguíneo, já as segundas mantêm o pênis permanentemente ereto.

Além disso, as próteses penianas também são usadas para correção de curvatura do pênis, pois resgatam sua capacidade de resistência axial, retificando-o.

 

Caso o indivíduo não se adapte ou não responda bem aos tratamentos anteriores. Outra opção é o uso do implante ou prótese peniana. Uma das próteses disponíveis é a maleável (semirrígida). Através de uma cirurgia na região genital o médico introduz duas hastes iguais, posicionando-as nas laterais dos corpos cavernosos. O paciente permanece um dia internado, obtendo alta no dia seguinte. A anestesia é raquidiana para que o indivíduo não sinta nenhuma dor durante o ato cirúrgico. De posse da prótese, o paciente conseguirá obter a ereção necessária à penetração.

Cabe salientar que com esse tipo de prótese o pênis sempre se manterá ereto. Contudo, isso não significa que o indivíduo ficará com vontade de praticar o ato sexual toda hora, o desejo sexual surgirá apenas quando o homem estiver erotizado. A prótese fornece apenas sustentação mecânica para a penetração. Além disso, o pênis pode ser dobrado. Logo, o paciente pode acomodá-lo dentro de uma bermuda e ir à praia sem problema algum. O implante é permanente e raramente apresenta defeito. No mercado brasileiro, a prótese maleável custa cerca de R$ 3 mil, que devem ser somados aos custos de internação e honorários médicos.

Todavia, a melhor prótese é a inflável. A vantagem deste modelo é que ele imita os estado flácido e ereto do pênis. A cirurgia para introdução dessa prótese é ligeiramente mais complexa e longa. No caso, dois cilindros são inseridos nos corpos cavernosos, enquanto que uma pequena bomba é colocada dentro da bolsa testicular (escroto). Uma terceira parte da prótese é inserida no interior do abdômen, próxima à bexiga.

Antes de ter uma relação sexual, o homem deve apenas apertar a sua bolsa testicular para conseguir obter uma ereção. Cabe observar que existem muitos homens que possuem essa prótese sem que as parceiras saibam. A prótese inflável também é permanente. Caso apresente algum problema, a fabricante fornece outra sem custo, garantia mantida pelo resto da vida do paciente. Porém, a má notícia se refere ao preço, pois a prótese inflável no Brasil é comercializada por um preço superior a R$ 30 mil. A prótese raramente apresenta defeito e o índice de satisfação dos pacientes alcança os 90%.

As próteses já ajudaram muitas pessoas. Atualmente, existem muitos homens que foram operados por conta do câncer de próstata, motivo pelo qual não conseguem ter ereção através de medicação ou com injeções penianas. Portanto, outra opção para esses homens é a utilização de próteses.

Como é feita a cirurgia

Para realizar o implante, é efetuada uma incisão nos corpos cavernosos do pênis, que são então dilatados com o uso de uma vela dilatadora. Posteriormente, é feita a inserção de um bastão de silicone (com arame de prata interno) no interior dos corpos cavernosos, proporcionando a retificação e ereção do pênis. Posteriormente, a cirurgia é fechada com a utilização de fio absorvível. A cirurgia também possibilita que o referido órgão seja dobrável. No caso da prótese semirrígida, o pênis do paciente adquire ereção permanente. Contudo, como o pênis pode ser dobrado, ele pode ser acomodado de uma forma mais discreta.

Leia o artigo a seguir para conferir algumas estatísticas da disfunção erétil no Brasil e no mundo.

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